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Papel digital

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Tanto os livros em papel como os eBooks têm os seus pontos fortes e as suas desvantagens e podem ser comparados em diversos aspetos. Vou tentar ser o mais objetiva possível. Pelo menos enquanto apresento as ideias em que me baseio para formar a minha opinião. Primeiro vou apresentar-vos os dois pontos de vista e depois conto-vos o que penso. Existem etapas que são comuns a ambos os formatos: tem de existir um manuscrito que terá de ser trabalho por um revisor e um editor e terá de existir a intervenção de um designer e de um paginador. Para o eBook estas são as únicas etapas necessárias. Para o livro em papel é preciso existir uma gráfica para o imprimir, um distribuidor para o levar às livrarias, uma livraria onde o vender, um armazém para se guardar as cópias, uma estante para os leitores, … Deste ponto de vista, os eBooks têm vantagem porque poupam tempo, trabalho e dinheiro, o que faz com o “produto” final seja mais barato para o consumidor. Facilitam também as edições ...

Se não fosse a faculdade...

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Este ano o curso de Tradução na faculdade onde tirei a minha licenciatura foi alterado e decidi analisar as diferenças. Ora, os maiores problemas de que os alunos do meu ano se queixavam eram as seguintes: Cadeiras demasiado teóricas; Cadeiras teóricas que não estavam relacionadas com tradução; Limitação na escolha de línguas. Quando soube que iriam alterar o programa fiquei entusiasmada! Pensei que finalmente iria haver um curso de tradução como deveria ter sido sempre. Como estava enganada… As poucas cadeiras práticas passaram a ser opcionais e só se pode escolher um número limitado das mesmas. “Apareceram” novas cadeiras obrigatórias que em nada têm a ver com tradução, como Dificuldades do Português, que estuda a diferença dos Acordos Ortográficos e que ensina o nome técnico que se usa quando uma pessoa se esquece de um acento numa palavra. Outra obrigatória é a Introdução à Terminologia… Para que serve? É um mistério. O que tem a ver com tradução? Um mistério ain...

Fahrenheit 451 e a censura

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O último livro que li foi o Fahrenheit 451, de Ray Bradbury, um livro que leva a censura a um nível extremo e, aproveitando a comemoração do 25 de Abril, achei que era uma boa altura para partilhar umas ideias. Antigamente, e não há tanto tempo quanto isso, os autores tinham de ter atenção àquilo que escreviam e como o escreviam. A censura podia proibir os seus livros de serem vendidos ou publicados pelos motivos mais irrisórios. Na disciplina de História do Livro pude ver livros que foram censurados pelo Estado Novo simplesmente por passarem a ideia de que ninguém deve ser deixado para trás e de que juntos somos mais fortes. Claro que estas ideias não eram favoráveis à ditadura e portanto nunca poderiam ver a luz do dia. Apesar de ter sido uma época que os portugueses nunca vão esquecer, houve alturas em que a censura tomou proporções ainda mais preocupantes. No tempo em que a Igreja controlava não só a religião mas também a política, muitos foram os livros censurados e, alg...

The Perks of Being a Wallflower, Stephen Chbosky

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Autor : Stephen Chbosky Edição : Pocket Books (2012) Fim de leitura : 26 de novembro de 2017 Nota : ***** Resumo : Charlie acabou de entrar para uma escola nova, onde as pessoas que conhece são demasiado “fixes” para serem vistas com ele. Inteligente, tímido e que não sabe como agir em sociedade, Charlie limita-se a ver a vida dos seus novos amigos a desenrolar-se sem nunca se envolver demasiado e sem chamar a atenção para os seus próprios problemas. Experimentando pela primeira vez o mundo dos primeiros encontros, do sexo, de drogas, dos dramas familiares e de novas amizades, Charlie só se quer sentir infinito. Mas não se pode viver na sombra dos amigos para sempre e Charlie tem de descobrir como passar a ser a personagem principal da sua história. Review : Neste livro, a vida de Charlie é-nos dada a conhecer através de cartas que o mesmo escreve a um rapaz que viu uma vez a fazer uma boa ação. Sendo um rapaz novo, as cartas são escritas de forma muito simples e flu...

Livros - Porquê pagar mais?

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Já repararam naquelas livrarias pequenas e escondidas que existem pela cidade? E já repararam que muitas delas estão a ser obrigadas a fechar? Se não repararam, elas existem e estão realmente a fechar e eu quero que saibam o porquê. No semestre passado, como trabalho final de uma cadeira, entrevistei um senhor que tem uma livraria numa cidade alentejana, a única da cidade. Graças a esta entrevista, aprendi sobre um lado totalmente diferente e sombrio do mundo literário que desconhecia. O mundo editorial envolve política que tudo distorce e que obriga estas pequenas empresas a lutar pela sua sobrevivência. Para evitar a concorrência desleal, o Governo criou a Lei do Preço Fixo que diz que os livros têm de ser vendidos todos ao mesmo preço em todas as superfícies, mas não é bem isso que acontece. As grandes superfícies, como a Bertrand, a FNAC ou os supermercados, exigem descontos de 45 a 60% de desconto quando compram os livros às editoras e, assim, é fácil para eles fazer 10 o...

Ghostwriting – o que é?

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Para quem não está familiarizado com esta palavra, Ghostwriter é alguém que escreve textos, sem nunca ser reconhecido por tal atividade. Confusos? Passo a explicar… Muitas celebridades, querendo partilhar as suas experiências de vida, contratam pessoas para escreverem as suas biografias ou memórias. Muitos políticos, não tendo jeito para a escrita, contratam ou têm uma pessoa especializada em textos de motivação para escreverem os seus discursos. O ghostwriter ou escritor fantasma é a pessoa que escreve estes textos. Uma celebridade que queira publicar um livro e que não tenha queda para a escrita, pode contratar um escritor sem que o público e os leitores saibam quem este é ou que não foi a celebridade quem escreveu o seu livro. Isto pode soar estranho, mas acontece mais vezes do que as que pensamos. O “fantasma” é contratado como escritor freelancer e o seu nome não figura em nenhuma parte do texto ou livro. Apesar de esta prática ser mais comum em textos de não-ficção, com...

Notas de rodapé

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Na minha última aula de Técnicas de Edição discutimos sobre notas de rodapés e, apesar de também ter falado sobre elas durante a licenciatura, continua a ser um assunto um pouco controverso. As notas de rodapé podem ser úteis aos tradutores quando há termos ou expressões que não têm correspondente na língua de chegada e que são imprescindíveis para o sentido do texto. Estas notas são muito utilizadas em textos científicos e históricos, mas costumam ser mais contidas nos livros de ficção. No entanto, há umas semanas li um romance policial com tantas notas de rodapé que me fez questionar se realmente as notas me ajudaram na leitura ou não. No livro A Dália Negra (2006: Editorial Presença), de James Ellroy, todas as palavras foram vistas como potenciais candidatas a nota de rodapé. A história do livro segue dois polícias e retrata a sua vida na esquadra enquanto investigam um homicídio macabro. Muitos dos departamentos da polícia são mencionados em siglas e todas elas são “desve...