The Perks of Being a Wallflower, Stephen Chbosky


Autor: Stephen Chbosky
Edição: Pocket Books (2012)
Fim de leitura: 26 de novembro de 2017
Nota: *****


Resumo: Charlie acabou de entrar para uma escola nova, onde as pessoas que conhece são demasiado “fixes” para serem vistas com ele. Inteligente, tímido e que não sabe como agir em sociedade, Charlie limita-se a ver a vida dos seus novos amigos a desenrolar-se sem nunca se envolver demasiado e sem chamar a atenção para os seus próprios problemas. Experimentando pela primeira vez o mundo dos primeiros encontros, do sexo, de drogas, dos dramas familiares e de novas amizades, Charlie só se quer sentir infinito. Mas não se pode viver na sombra dos amigos para sempre e Charlie tem de descobrir como passar a ser a personagem principal da sua história.


Review: Neste livro, a vida de Charlie é-nos dada a conhecer através de cartas que o mesmo escreve a um rapaz que viu uma vez a fazer uma boa ação. Sendo um rapaz novo, as cartas são escritas de forma muito simples e fluída e de muito fácil compreensão. Através das cartas, ficamos a saber os segredos mais obscuros dos amigos de Charlie e, apesar de nunca o revelar ao mundo, nós sabemos o que vai na sua cabeça e é impossível não sentir empatia e não nos identificarmos com a sua história. Ao longo do livro sentimos um turbilhão de emoções: pena, desespero, felicidade, infelicidade, ansiedade, medo, confusão, dúvidas, … O autor envolve-nos tanto na história que acabamos por desenvolver um instinto protetor sobre Charlie. É uma personagem tridimensional, que nos faz acreditar em tudo o que conta e por tudo o que passa, faz-nos crer que é real. Confesso que o final me deixou tão sufocada que nem sabia como reagir; não sabia se devia ficar chocada, se revoltada, … Fiquei, sem dúvida, perplexa e, apesar de existirem pistas ao longo do livro, estava tão absorvida pela leitura, que não fui capaz de perceber o que se ia passar.
Este é um livro que, apesar da sua simplicidade, aborda temas que são importantes de mencionar. Temas como o bullying, a violência no namoro, a violência doméstica, a pressão entre colegas, a pressão para se ser perfeito e aceite, a dificuldade em se fazer amigos e em se dizer o que se pensa. Estes assuntos estão presentes no nosso dia-a-dia e é isso que torna o livro tão empático e especial.
Tenho de admitir que este é um dos melhores livros que já li e sei que o vou reler mais do que uma vez.


Título traduzido: As Vantagens de ser Invisível
O título foi traduzido quase literalmente, sendo que a única palavra que não é traduzida literalmente é “wallflower”, uma vez que não tem correspondente em Português. Não desgosto da escolha “invisível”, pois está relacionada com a história e tem um significado próximo com a expressão inglesa.


Capa + Contracapa: Adoro a escolha da capa e da contracapa desta edição. O livro é contado da perspetiva de um adolescente através de cartas que escreve como se fossem o seu diário. Esta é a ideia passada pela capa do livro: um amontoado de frases que constituem o livro, parecendo quase uma página arrancada do caderno da personagem. O título e o nome do autor aparecem em relevo para não se perderem no amontoado e a fonte também contribui para a autenticidade da capa. As imagens presas por um “clip” também são uma pista do que vai acontecer. Sendo “wallflower”, a personagem principal experiencia situações que guarda para si como um segredo, como se não as tivesse visto nem ouvido. No entanto, nesta mixórdia de ideias, estão presentes uma citação do livro, o resumo da história e uma crítica feita pelo USA Today. Assim, apesar de não parecer, todas as características comuns das capas e contracapas continuam presentes.


Filme: Tenho de confessar que estava um pouco receosa de ver o filme. O livro é tão envolvente que não achei que o filme fosse capaz de captar a sua essência. Mas felizmente estava enganada. O filme está perfeito! Claro que há pormenores que estão omissos, mas o principal está lá e a história continua a transmitir tudo aquilo que era importante transmitir.



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