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A mostrar mensagens de janeiro, 2018

Harry Potter e a Batalha das Línguas

A pedido de muitas famílias, vou falar das diferentes traduções do famoso Harry Potter. Sei que muitos de vós já estão familiarizados com algumas das diferenças da tradução para português de Portugal e para português do Brasil, mas há mais pormenores que merecem ser falados. Assim, vou listar as alterações mais "estranhas" entre o português de Portugal e do Brasil e ainda outras curiosidades. Português PT   –    Português BR Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts  –  Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts Peter Pettigrew  –  Pedro Pettigrew James Potter  –  Tiago Potter Albus Dumbledore  –  Alvo Dumbledore Bellatrix Lestrange  –  Belatriz Lestrange Gryffindor  –  Grifinória Slytherin  –  Sonserina Hufflepuff  –  Lufa-Lufa Ravenclaw  –  Corvina Cepa-torta  –  Aborto (quando dois feiticeiros têm um filho não mágico) Sangue de Lama  –  Nascido-trouxa ...

Traduzir ou não traduzir, eis a questão...

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Hoje trago-vos uma questão que sempre me fez alguma comichão, mesmo antes de “pensar como uma tradutora”: traduzir nomes! Esta é uma das dificuldades mais discutida nas aulas de tradução e estende-se desde nomes de personagens, a nomes de cidades e países, a animais e por aí fora. Há várias maneiras de encarar este problema e, visto que não posso falar por todos, vou dar a minha opinião e, se alguém se sentir tentado, por favor, contradigam-me. Ora, existem nomes de países e de cidades que já possuem um correspondente oficial na nossa língua, como é o caso de New York -> Nova Iorque ou de London -> Londres. Aqui, está resolvido. Mas e o que fazemos com os nomes de cidades inventadas nos livros de fantasia? Um exemplo que me vem logo à cabeça são os livros de A Guerra dos Tronos , onde temos Winterfell, cujo nome original se manteve na tradução, e Casterly Rock, cujo nome foi traduzido para Rochedo Casterly. Claro que estes pormenores não alteram em nada a história, mas...

Já tenho a licenciatura, agora é que vai ser! (?)

Depois de muito pensar sobre o que haveria de escrever na minha primeira publicação, decidi escolher um tema que me fosse familiar. Sendo assim, vou falar sobre o que é ser uma aluna de tradução e o que é ser licenciada em Tradução à procura do primeiro trabalho na área. Eu tirei o curso na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL) e sempre me senti revoltada com o programa do mesmo. A maioria das cadeiras eram de cultura ou de literatura, sem qualquer tipo de utilidade para um tradutor, e as cadeiras práticas ou sequer relacionadas com tradução apenas existiam no 3º ano. Esperei 2 anos para poder traduzir coisas e não é que quando chego a uma cadeira de tradução técnica me deparo com as aulas mais inúteis que já tive? O professor não me ensinou nada e, para além disso, queria que fizéssemos os testes sem qualquer tipo de consulta. Agora, peço que se imaginem a tentar traduzir um contrato de arrendamento ou um acordo de divórcio sem qualquer tipo de ajuda. Mesmo sendo f...