Fahrenheit 451 e a censura
O último livro que li foi o Fahrenheit 451, de Ray Bradbury, um livro que leva a censura a um nível extremo e, aproveitando a comemoração do 25 de Abril, achei que era uma boa altura para partilhar umas ideias. Antigamente, e não há tanto tempo quanto isso, os autores tinham de ter atenção àquilo que escreviam e como o escreviam. A censura podia proibir os seus livros de serem vendidos ou publicados pelos motivos mais irrisórios. Na disciplina de História do Livro pude ver livros que foram censurados pelo Estado Novo simplesmente por passarem a ideia de que ninguém deve ser deixado para trás e de que juntos somos mais fortes. Claro que estas ideias não eram favoráveis à ditadura e portanto nunca poderiam ver a luz do dia. Apesar de ter sido uma época que os portugueses nunca vão esquecer, houve alturas em que a censura tomou proporções ainda mais preocupantes. No tempo em que a Igreja controlava não só a religião mas também a política, muitos foram os livros censurados e, alg...